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Prometido… é devido!
Estimados leitores, conforme foi prometido em Maio deste ano, aqui recomeça esta crónica, desta feita com um novo objectivo, mas com o mesmo nome. “O Futuro da Gestão” mostrou-se ao princípio ser algo de pretensioso, mas agora justifica-se plenamente pelas razões que irei demonstrar mais abaixo.
Tenho que confessar que já sentia saudades deste convívio semanal com os leitores destas crónicas. Recebi entretanto dezenas de e-mails a inquirir para quando o regresso desta crónica. Infelizmente, devido a formação complementar fui “forçado” a adiar o regresso pois estive (e estou) envolvido em 2 grandes projectos internacionais que tem por objectivo acrescentar valor às actuais teorias do campo da gestão e serão precisamente esses os tópicos dos próximos artigos. Sempre tentei trazer a este espaço temas interessantes, práticos, facilmente “digeridos” e que contivessem valor acrescentado para quem os lesse. Andámos sempre na vanguarda do que de melhor se faz “lá fora”, mostrando também que os Portugueses continuam com o seu espírito aventureiro apurado.
Foi seguindo essa linha de raciocínio que enveredei, nos últimos 3 meses por 2 projectos, como já referi, de carácter internacional, 100% orientados para as novas tecnologias de informação, vulgo e-learning, e cujos objectivos são no mínimo nobres.
O primeiro tem a haver com uma nova corrente da Gestão (só no passado mês foi editado um livro sobre o assunto) e é denominada de Gestão do Conhecimento (GC). Este projecto está a ser conduzido por alguns dos maiores especialistas Brasileiros em GC e teve a sua génese, precisamente no país irmão. Tenho a sorte de ser o único representante Português no grupo de trabalho que tem por missão apoiar a emergência da Inteligência da Colectiva, no contexto da Sociedade do Conhecimento, através da proposição e experimentação de um modelo pedagógico/andragógico voltada para o pleno desenvolvimento do potencial humano e das competências do cidadão do conhecimento. Estas competências serão aplicadas às organizações, como as conhecemos, potenciando assim as pessoas enquanto activos imprescindíveis a qualquer projecto. Hoje em dia as empresas terão, inevitavelmente, que repensar todas as suas estratégias à luz da competitividade crescente nos mercados. As variáveis de gestão cada vez menos incidem sobre “coisas palpáveis”, e cada vez mais sobre aspectos que estão centrados no Ser Humano (competências, motivação, conhecimento, memória, aprendizagem etc…)
O projecto “Carpe Diem”, acima de tudo é composto por uma rede de especialistas essencialmente Brasileiros, sendo que a minha parte é a de ligar a Gestão do Conhecimento à metodologia de acompanhamento estratégico “Balanced Scorecard”. Todas as conclusões deste projecto, assim como as fases mais importantes serão colocadas neste site à medida que forem sendo publicadas nos mais variados meios académicos.
O outro projecto, que consegue ser ainda mais interessante (se me é permitida assim a comparação) é o Projecto de Pesquisa sobre Desenvolvimento Sustentável e está já na fase final. Tentarei dar aqui neste espaço as conclusões do mesmo, o que está previsto para final de Setembro. Este projecto está a ser levado a cabo com gestores de todo o mundo e pretende analisar exaustivamente quais as ferramentas/metodologias que conseguem, ao longo do tempo, sustentar uma organização através do tempo, em várias áreas de actuação: estratégica, comunicação, recursos humanos, financeira, operacional, parcerias, motivação, competências, tecnologia etc…
Este projecto está a ser levado a cabo na Universidade de Manchester, no Reino Unido, e promete dar um contributo significativo para a Gestão como um todo, uma vez que mexe com quase todas as variáveis que são passíveis de ser geridas durante um processo normal de condução de qualquer negócio. O interessante deste projecto é que, e que vem de encontro ao que sempre aqui “preguei”, aplica-se a uma empresa com 10000 empregados ou a um micro-empresa de “vão de escada”…
Acima de tudo estes dois projectos são reflexões de capital importância para quem é gestor/gerente/empreendedor, uma vez que consegue, de forma inequívoca, objectiva e prática, dotar com as ferramentas CERTAS as pessoas CERTAS. Refiro-me a pessoas certas pois, como tudo na vida, algumas qualidades têm que nascer com as pessoas. Um líder poder-se-á moldar, mas a pessoa tem que nascer com o “dom” da liderança. É tal e qual como escrever, pintar, esculpir. Ou se tem… ou não se tem. Sem meios termos.
Cada vez mais os empresários tem que se mentalizar de que os velhos métodos já há muito que deixaram de produzir “milagres”. Estamos numa economia em que o cliente é o ser supremo e como tal temos que agir sempre em prol das suas necessidades. É assim que toda a sociedade evolui como um todo. Agora temos que nos capacitar de que tudo o que se passa à nossa volta é puro conhecimento e como tal tem que ser potenciado e valorizado. As empresas de sucesso do futuro, e este futuro é HOJE, são aquelas que conseguirão gerir eficazmente as redes de motivação, liderança, conhecimento, memória organizacional, reter os melhores, formar continuamente os seus recursos e inovar continuamente.
Em jeito de resumo fica aqui a promessa que nos próximos meses os artigos focarão essencialmente a temática de Gestão do Conhecimento como agregadora de valor e potenciadora de negócios, e as conclusões do projecto “sustentabilidade”. Para os interessados…basta ir passando por aqui às 6ªs feiras, no sitio do costume!
Quarta-Feira, 27 de Agosto de 2003, 17:23:24
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