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2007-04-17 12:08:32
Conhecidos vencedores do Prémio de Jornalismo 2006 da UE
Júri destaca trabalho sobre exploração de trabalhadores estrangeiros em Itália

Um relato clandestino sobre a exploração de trabalhadores estrangeiros na região italiana de Puglia ganhou o primeiro lugar do concurso Prémio de Jornalismo 2006 «Pela Diversidade. Contra a Discriminação» da União Europeia (UE).

O segundo e terceiro lugares foram atribuídos a artigos publicados na Hungria e na Bélgica, respectivamente, tendo o prémio especial para jovens jornalistas sido atribuído à participação finlandesa.

O prémio é atribuído pela Comissão Europeia (CE) e visa distinguir os jornalistas que, com o seu trabalho, contribuíram para uma melhor compreensão da diversidade e da discriminação.

Segundo referiu o comissário europeu responsável pelo Emprego, Assuntos Sociais e Igualdade de Oportunidades, Vladimir Spidla, «os meios de comunicação social têm um papel fundamental a desempenhar, no que toca à sensibilização do público relativamente a estas questões importantes», adiantando que não se tolera «qualquer forma de discriminação».

O artigo vencedor, «Io, schiavo in Puglia» (Eu, escravo na Puglia), de Fabrizio Gatti, publicado no semanário L´Espresso, descreve a situação dos trabalhadores agrícolas imigrantes, sujeitos a condições de trabalho que o autor descreve como idênticas à escravatura. Fabrizio Gatti fez-se passar por um trabalhador imigrante e baseou-se numa investigação aprofundada e numa descrição viva para ilustrar «a situação difícil dos cidadãos de segunda classe da Europa, que são vítimas de grave discriminação em razão da sua origem étnica» afirmou o júri.

O segundo lugar foi atribuído ao artigo «a mi cigánylányunk (A nossa filha cigana), do húngaro Miklós Hargitai, publicado no Népszabadság Online e que explora as questões complexas relacionadas com a adopção de crianças de grupos minoritários, neste caso ciganas.

Por sua vez, o terceiro lugar foi atribuído à jornalista belga Petra Sjouwerman, correspondente do De Morgen, na Escandinávia, pelo artigo «Bedrijf werft enkel autisten aan» (empresa contrata exclusivamente autistas), sobre a forma como as diferenças podem constituir uma vantagem.

Por último, o prémio especial jovem jornalistas foi atribuído ao artigo «Äidit opettelevat lastensa kieltä» (Mães que aprendem a língua dos filhos), da finlandesa Henna Helne e publicado na revista Anna. O artigo transmite uma perspectiva optimista do debate sobre a integração, ao mesmo tempo que sensibiliza para os problemas da discriminação múltipla, neste caso em razão da idade, do sexo e da origem étnica.

Os vencedores na categoria principal foram seleccionados entre 568 participações, aceites, provenientes de todos os Estados-membros, enquanto que o prémio especial foi seleccionado com base num total de 125 artigos elegíveis. Os trabalhos foram avaliados por um painel de profissionais dos meios de comunicação social e por especialistas em questões relativas à discriminação, tendo em conta a relevância da informação, a investigação necessária e a originalidade.

A edição de 2007 do Prémio de Jornalismo da UE foi lançada em Fevereiro e abrange os artigos publicados entre 1 de Janeiro a 30 de Setembro em qualquer um dos 27 Estados-membros.


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